sexta-feira, fevereiro 20, 2009

Este tal Carnaval

me dá um asco que, nossassenhora, puta-que-o-pariu, eu nunca vou entender de todo muito bem.



Edit; minutos depois:

Fogo vermelho; o canvas completo de borrões de tintas com não mais que impressões de formas e impressões de gente e impressões de momentos. Confete por todo lado, do chão de papel barato pintado picado ao espaço aberto em queda seca pra pontilhar a vista feito um rápido delírio, talvez uma explosão rápida do dilatar da retina ou quando os cones s'atrapalham no impacto da subida da última tequila e assim vai, assim vai -- assim vai passar pela avenida bloco animado, fotografado em película com rastos de movimento constante, feito um único corpo [com claros pontinhos de união, verdadeiramente falando] em espasmo de, álcool! álcool! á-al-co-ol?

A pocavergonha é a forma como já s'entra pensando na história, é como sair para escrever um livro de contos onde toda história tem que ter uma anedota, uma tragédia, um romance; e se todo momento precisa de um clímax e, derrepente, o clímax vai arrastando e estendendo sem encontrar fim, é tudo uma questão obtusa de mentira, quando somos dúbios na felicidade [e rezoadeus um juízo último onde queima-se os pecadores], devorados como carne pela necessidade de uma com-v-maiúsculo Vida tão próxima do cerne, fazendo do povo tão medíocre tentativa de ser original, de ser vivo e pulsante, pegando o tempo apenas para descobrir que o orgulho qualquer de huminadade é de menos humanidade possível; e tudo isso é besta porque quem liga para livros quando o importante é plantar as árvores.

...

Eu quase podia jurar que isso faz sentido.

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