quarta-feira, fevereiro 04, 2009

Atestando sua materialidade contra a luz! Era silhueta bela e esbelta, dumas curvas tão suaves e absurdas e as mãos como carrinhos pelas dunas de pele bem rápido e rápido e depois lento e demorado aproveitando a queda e a gravidade preguiça e saudade, até atunelar-se entre as pernas além mundo interno cada vez mais profundo e profundo até amar pelo aveso mesmo ele tão aveso aos sentimentos e era assim e grãos ao vento esperando cair por terra e germinar germinando grandes árvores e tu-tu-tu-tu-tudo era novo e fascinante, os olhos tão poucos para absorver tanta informação que a informação fluía em afluentes pelo corpo e pelos olhos e beijinhosbeijinhos de despedida de cansaço de banheiro de rio de janeiro de nada mais que despedida e como fome veio o desejo de ter na boca algo de mastigar e engolir de sentir os sucos e os sabores, impedindo que as coisas se mantessem cabeçaacabeça onde estavam já tão distantes na proximidade sufocante que foi então necessário, primeiro em segredo mas seguido de um extrapolar gritante, ser um.

Ela repousou a cabeça n'ombro dele e dormiram o resto da noite. O gosto do/pelo escuro.

2 comentários:

  1. foda foda bem legal e ficou legal mesmo todo esse ritmo alucinante e talvez agora eu acho que não sei você pode ser gay.

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  2. Nu-uh, impossível olha o pronome feminino relacionado ao masculino ali na última frase, garotão. Essa é a mais pura beleza heterossexual.

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