Ela espera na janela com uma garrafa,
de Coca-Cola, de vidro, quando à tarde
o sol decola no céu, entre nuvens
dourando a pele dela, no calor que o dia arde.
À noite, ela é hipnótica, incinética
quando pára, vestido branco, de dançar
e a boca jura, como suor sua. Inestática
quando volta, eu ainda em transe, a caminhar.
E há noite, lenta, quando a lua assenta
e ela é prateada de neon.
E há tarde, quando de carmesim o mundo mude
e os lençóis não se-amassem-não.
Mas todas as manhãs, de todos os ontens
e, quiçá, os amanhãs, dela o cheiro exala
e o gosto azede, vil, quando me aquieto
e, desapaixonada, me deixa em shh amá-la.
ahh! Quero saber escrever assim também.
ResponderExcluirE há poesia sim, alcoólatra, amante de licores!
bj!