quarta-feira, abril 16, 2008

enquanto sono

Entrecantam para entrecontos
entre passarinhos preguiçosos
e passarinhos azuis e verdes
- não papagaios, nem sabiás -
Nem baixo, nem alto, quase lá
no meio, certeiro, mas sem mosca.

Quase perdem, quase atropelam
Quase, por atenção, esgoelam
Mas o trem azul corta a estação
E os sapatos caem no chão
E não se abre mão de um belo par de sapatos.

E no meio do caminho da volta
na poeira que voa quando o pé revolta
São dez metros mais longe,
Que foram dez metros mais perto
Que são metros para a puta-que-o-pariu.

4 comentários:

  1. Pare de fazer poesias. Okthnxbye.

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Rapaz, muito bom você ter ressuscitado esse aqui. E poemas! Q. Eu gostei, aliás.
    O motivo pro comentário é outro, nevertheless: http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=22714953&tid=2594960689101871078&start=1
    Compareça, imo.

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  4. Viu! Até esse Pesonne gostou dos teus poemas!
    Daqui a pouco vou estar em pé com uma sorriso plástico e um friozinho na barriga dizendo para as pessoas: Olá! Procurando algo em especial? :D:D:D:D:D:D

    MEDO.

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