Presenteado de surpresa com um embrulho tamanho, feito de papel colorado e com laço grandiloquente, seu coração urgiu num batebate vulcânico e, do todo que havia, dilacerou em pedaços mínimos todas as tiras do papel.
Um elefante?
Pois é.
Pôs-lho de lado, canteado no quarto, co'a bunda para porta que, disse-lhe alguém, isso dava sorte. O bicho era manso, mas uma presença a ser comentada por todo visitante recente, porém tinha no ar da sua cara, quando feita a pergunta, um Não me pergunte estampado que fez com que, cedo ou tarde, o elefante se fez um móvel.
Foi um incômodo tamanho quando começaram a sumir coisas pelo quarto. O paquiderme fora responsável por tampar algumas com a barriga, comer outras e pisotear algos mais.
Mas era um presente, e ali ele ficou. Tempos depois, daquilo tudo, era apenas o que restava.
Tá que tá um fedor, mas momentaneamente precisava ser escrito.
ResponderExcluirSinto um hiato nas publicações, porém. Mas vai saber da volati[bi?]lidade das coisas.
sou a favor do assassinato em massa dos paquidermes!
ResponderExcluirmovimento: amorzinho, mate os elefantes!
Sério, se tu fizesse um filme e colocasse um elefante eu ia assistir de certeza! (tipo, eu assistiria qualquer outro filme teu, mas essa idéia do paquiderme é muito boa XD)
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