domingo, setembro 13, 2009

o Eu-Lírico que sangra

Muito gentilmente, me disseram - quando eu pedí-los conselho, e deveria ter percebido quando, antevendo suas palavras, soaram fanfarras que eram sinais de sua sabedoria e os limites da minha humildade -, cabeças baixas e sorrisos, um brilho de saudade nos olhos: Amor amor amor e Amor amor amor e, então, Amor amor amor.

Seus olhos acharam os meus e o peso de ambos entre nossos pesares e as palavras foram essas: Não há nada que você pode fazer que não possa ser feito; ninguém que você pode salvar que não possa ser salvo.

Lágrimas se acumularam para se precipitarem. Amor é tudo que você precisa, disseram e elas rolaram.

Dois serafins, no fundo, cantavam: Ela te ama, yeah yeah yeah. Ela te ama, yeah yeah yeah.

Mas as asas de pedra dos céticos não me deixa voar.

Um comentário: