sábado, dezembro 22, 2007

Messenger

A cabeça bate na tecla de espaço. Quando olha para o lado, uma janelinha abre e ele impulsivamente a ataca. Ela pula de volta, expande.

Duas pessoas ausentes. Ele imagina que, para elas, o teclado é apenas um poema de EE Cummings cuja ordem de letras aleatórias recombina-se em baques metálicos de paixão virtual.

Eles rasgam as roupas, tentam alcançar a boca do outro mordendo apenas o hálito no ar no meio do caminho e caem exaustos com as juntas dos dedos doloridas.

Ou ele está apenas paranóico?

[...]

Ou não.

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